Em meu peito,
Despertas a dor,
Que ocultei por tempos...
A dor
Revive...
E mata seus sonhos
Sem que possa ver...
Passará os anos,
Passará as vidas...
Mas essa dor contida,
Não irá morrer...
A frieza com que eu tratava meu próprio coração,
Se foi com a chuva
De muitos anos atrás...
Quando chorei sem ter me arrependido...
O medo,
Destróis seus sonhos mais lindos...
E seus sorrisos mais puros,
Os nossos gritos ninguém ouvira...
E nossa dor ninguém sentira...
E mesmo assim,
Por estas eu vejo todos erros que cometi...
A lágrima,
Escorreu... Mas eu não senti...
Eu não me importei...
E não importa quantas lágrimas escorram,
Quantos anos suporte a dor...
Há tempos,
Que eu não sei mais viver...
E não importa qual sentimento desperte...
Ele morrerá, quanto tempo suportar...
Quantas vezes reviver...
Miragem
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