Estou parada
Imune, transtornada
Contida nesse grito mudo
De uma humanidade calada
A solidão corre em minhas veias
Como gotas silenciosas
De uma chuva de sofrimento
Onde o amor é um objeto
Nas feridas mãos da vida
Há escuridão!
Ah, essa escuridão
Que persegue meu olhar
Estou com frio!
O medo se torna um manto humano
Onde estou vestida
A esperança morreu
Em meu ultimo suspiro de alívio
Meu corpo treme
Minha mente se encontra
Em um lugar onde a vida
Já não possui importância
Minh¿alma!
Está retida
Presa
Meu espírito se contrai
Em um espaço único
Onde meu corpo
Já não o pertence
Com minha cabeça junto ao pó
De um chão sofrido no canto
De uma súplica eterna
Ergo meus olhos
Vi que a escuridão não mais existia
O medo e o pavor sumiram
Como o canto do mar
No lugar onde seus sonhos acontecem
De repente uma indiscutível dor
Em meu peito me fez ver
Que ¿eu¿ já não mais vivia
Percebi que meus gritos
Não mais adiantavam
Meu desespero
Não mais me desesperava
E em um momento único
Tudo se apagou
Minha vida que antes passara
Em meus lhos como um
Filme sumira
Não senti mais nada
Minha respiração
Se juntou(sic) ao suspiro
De meu farto espírito
Hoje vivo no mais pavoroso mundo
Onde só eu existo imortalmente
Vendo minha alma flutuar
Em nuvens de saudades
Daquela vida de sentimentos
Mortos.
Laila
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