sábado, 23 de junho de 2007

Variantes de um vinho seco

O vermelho que não é vermelho em meu sangue está
Misturando minhas faces.
Esqueci-me de que sou um qualquer
Errado, tanto quanto abastado
Do vermelho que não é vermelho
De vícios externos

Os meus passos são retos
O caminho é torto
Eu falo o que penso
Mas não consigo pensar

E estas luzes, por que me perseguem?
Fechem as portas! Olhem para mim!
E este aí? Ele é seu irmão?
Apague esta vela
É hora de dormir
Neta cama que se chama chão

Como foi a sua noite?
Meu corpo que dói
Minha mente ardente
Não posso me levantar.
Voltarei a descançar
No vermelho que não é vermelho
Que em minha vida está.

Fubu

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